Poesia Portuguesa

Poemas em Português

Ironia

De tanto pensar na morte Mais de cem vezes morri. De tanto chamar a sorte A sorte chamou-me a si. […]

Adolescentes

Exaustos, mudos, sempre que os vejo, Nos bancos tristes que há na cidade, Sobe em mim próprio como um desejo […]

Cisne

Amei-te? Sim. Doidamente! Amei-te com esse amor Que traz vida e foi doente… À beira de ti, as horas Não […]

Os Poetas

Nunca os vistes Sentados nos cafés que há na cidade, Um livro aberto sobre a mesa e tristes, Incógnitos, sem […]

Os Amigos Infelizes

Andamos nus, apenas revestidos Da música inocente dos sentidos. Como nuvens ou pássaros passamos Entre o arvoredo, sem tocar nos […]

Cabra-Cega

À volta de incerto fogo Brincaram as minhas mãos. … E foi a vida o seu jogo! Julguei possuir estrelas […]

Mistério

Teu corpo veio a mim. Donde viera? Que flor? Que fruto? Pétala indecisa… Rima suave: Outono ou Primavera? Teu corpo […]

Eternidade

A minha eternidade neste mundo Sejam vinte anos só, depois da morte! O vento, eles passados, que, enfim, corte A […]

Simplicidade

Queria, queria Ter a singeleza Das vidas sem alma E a lúcida calma Da matéria presa. Queria, queria Ser igual […]

Aliança

Por tudo quanto sei, mas não sabia, (Feliz de quem um dia ainda o souber!) Por essa estrela branca em […]

Juventude

Lembras-te, Carlos, quando, ao fim do dia, Felizes, ambos, íamos nadar E em nossa boca a espuma persistia Em dar […]

Canção à Ausente

Para te amar ensaiei os meus lábios… Deixei de pronunciar palavras duras. Para te amar ensaiei os meus lábios! Para […]

Não Choreis os Mortos

Não choreis nunca os mortos esquecidos Na funda escuridão das sepulturas. Deixai crescer, à solta, as ervas duras Sobre os […]

Confissão

Meus lábios, meus olhos (a flor e o veludo…) Minha ideia turva, minha voz sonora, Meu corpo vestido, meu sonho […]

Últimas Vontades

Na branca praia, hoje deserta e fria, De que se gosta mais do que de gente, Na branca praia, onde […]

Fonte

Meu amor diz-me o teu nome – Nome que desaprendi… Diz-me apenas o teu nome. Nada mais quero de ti. […]

Povo

Povo que lavas no rio, Que vais às feiras e à tenda, Que talhas com teu machado As tábuas do […]

Fuga

O músico procura Fixar em cada verso O cântico disperso Na luz, na água e no vento. Porém, luz, vento […]

Realidade

Fomos longe demais, para voltar Aos antigos canteiros onde há rosas. Em nós, o ouvido, quase e, quase, o olhar […]

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