Divórcio
Cidade muda, rente a meu lado, Como um fantasma sob a neblina… Há cem mil rostos. Tanto soldado E tanto […]
Poemas em Português
Cidade muda, rente a meu lado, Como um fantasma sob a neblina… Há cem mil rostos. Tanto soldado E tanto […]
A Pátria não é apenas Um corpo de bailador. Não são duas mãos morenas Nem mesmo um beijo de amor […]
O meu amor anda em fama. Mesmo assim lhe quero bem. Cegueira? Seja o que for! Os olhos do meu […]
De um lado, a veste; o corpo, do outro lado, Límpido, nu, intacto, sem defesa… Mitológico rosto debruçado Na noite […]
Ser-se amigo é ser-se pai ( – Ou mais do que pai talvez…) É pôr-se a boca onde cai A […]
Ó solidão! À noite, quando, estranho, Vagueio sem destino, pelas ruas, O mar todo é de pedra… E continuas. Todo […]
De tanto pensar na morte Mais de cem vezes morri. De tanto chamar a sorte A sorte chamou-me a si. […]
Exaustos, mudos, sempre que os vejo, Nos bancos tristes que há na cidade, Sobe em mim próprio como um desejo […]
Amei-te? Sim. Doidamente! Amei-te com esse amor Que traz vida e foi doente… À beira de ti, as horas Não […]
Nunca os vistes Sentados nos cafés que há na cidade, Um livro aberto sobre a mesa e tristes, Incógnitos, sem […]
Andamos nus, apenas revestidos Da música inocente dos sentidos. Como nuvens ou pássaros passamos Entre o arvoredo, sem tocar nos […]
À volta de incerto fogo Brincaram as minhas mãos. … E foi a vida o seu jogo! Julguei possuir estrelas […]
Teu corpo veio a mim. Donde viera? Que flor? Que fruto? Pétala indecisa… Rima suave: Outono ou Primavera? Teu corpo […]
A minha eternidade neste mundo Sejam vinte anos só, depois da morte! O vento, eles passados, que, enfim, corte A […]
Queria, queria Ter a singeleza Das vidas sem alma E a lúcida calma Da matéria presa. Queria, queria Ser igual […]
Por tudo quanto sei, mas não sabia, (Feliz de quem um dia ainda o souber!) Por essa estrela branca em […]
Lembras-te, Carlos, quando, ao fim do dia, Felizes, ambos, íamos nadar E em nossa boca a espuma persistia Em dar […]
Para te amar ensaiei os meus lábios… Deixei de pronunciar palavras duras. Para te amar ensaiei os meus lábios! Para […]
Não choreis nunca os mortos esquecidos Na funda escuridão das sepulturas. Deixai crescer, à solta, as ervas duras Sobre os […]
Meus lábios, meus olhos (a flor e o veludo…) Minha ideia turva, minha voz sonora, Meu corpo vestido, meu sonho […]
Na branca praia, hoje deserta e fria, De que se gosta mais do que de gente, Na branca praia, onde […]
Meu amor diz-me o teu nome – Nome que desaprendi… Diz-me apenas o teu nome. Nada mais quero de ti. […]
Fui pedir um sonho ao jardim dos mortos. Quis pedi-lo, aos vivos. Disseram-me que não. Os mortos não sabem, lá […]
Povo que lavas no rio, Que vais às feiras e à tenda, Que talhas com teu machado As tábuas do […]
O músico procura Fixar em cada verso O cântico disperso Na luz, na água e no vento. Porém, luz, vento […]
Fomos longe demais, para voltar Aos antigos canteiros onde há rosas. Em nós, o ouvido, quase e, quase, o olhar […]
Ela há-de vir como um punhal silente Cravar-se para sempre no meu peito. Podem os deuses rir na hora presente […]
Era a mulher – a mulher nua e bela, Sem a impostura inútil do vestido Era a mulher, cantando ao […]
Quem quiser ter filhos que doire primeiro A jarra onde, inteira, caiba alguma flor! Ai dos que têm filhos, mas […]
Felicidade, agarrei-te Como um cão, pelo cachaço! E, contigo, em mar de azeite Afoguei-me, passo a passo… Dei à minha […]
Não sou isto nem aquilo É o meu modo de viver É, às vezes, tão tranquilo Que nem chega a […]