Poesia Portuguesa

Poemas em Português

Em um Retrato

De sob o cômoro quadrangular Da terra fresca que me há de inumar, E depois de já muito ter chovido, […]

Vida

Choveu! E logo da terra humosa Irrompe o campo das liliáceas. Foi bem fecunda, a estação pluviosa! Que vigor no […]

Violoncelo

Chorai arcadas Do violoncelo! Convulsionadas, Pontes aladas De pesadelo… De que esvoaçam, Brancos, os arcos… Por baixo passam, Se despedaçam, […]

O Meu Coração Desce

O meu coração desce, Um balão apagado… _ Melhor fora que ardesse, Nas trevas, incendiado. Na bruma fastidienta. Como um […]

Porque o Melhor, Enfim

Porque o melhor, enfim, É não ouvir nem ver… Passarem sobre mim E nada me doer! _ Sorrindo interiormente, Co’as […]

Olvido

Desce por fim sobre o meu coração O olvido. Irrevocável. Absoluto. Envolve-o grave como véu de luto. Podes, corpo, ir […]

Depois das Bodas de Oiro

Depois das bodas de oiro, Da hora prometida, Não sei que mal agoiro Me anoiteceu a vida… Temo de regressar… […]

Branco e Vermelho

A dor, forte e imprevista, Ferindo-me, imprevista, De branca e de imprevista Foi um deslumbramento, Que me endoidou a vista, […]

Voz Débil que Passas

Voz débil que passas, Que humílima gemes Não sei que desgraças… Dir-se-ia que pedes. Dir-se-ia que tremes, Unida às paredes, […]

Lúbrica

Quando a vejo, de tarde, na alameda, Arrastando com ar de antiga fada, Pela rama da murta despontada, A saia […]

Poema Final

Ó cores virtuais que jazeis subterrâneas, _ Fulgurações azuis, vermelhos de hemoptise, Represados clarões, cromáticas vesânias, No limbo onde esperais […]

Canção da Partida

Ao meu coração um peso de ferro Eu hei de prender na volta do mar. Ao meu coração um peso […]

Rosas de Inverno

Corolas, que floristes Ao sol do inverno, avaro, Tão glácido e tão claro Por estas manhãs tristes. Gloriosa floração, Surdida, […]

Estátua

Cansei-me de tentar o teu segredo: No teu olhar sem cor, de frio escalpelo, O meu olhar quebrei, a debatê-lo, […]

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