Poesia Portuguesa

Poemas em Português

A Lanterna

O sabio antigo andou pelas ruas d’Athenas, Com a lanterna accesa, errante, à luz do dia, Buscando o varão forte […]

As Aldeias

Eu gosto das aldeias socegadas, Com seu aspecto calmo e pastoril, Erguidas nas collinas azuladas – Mais frescas que as […]

Cantiga do Campo

Por que andas tu mal commigo? Ó minha doce trigueira? Quem me dera ser o trigo Que, andando, pisas na […]

Aquelle Sabio

N’aquellas altas janellas Que deitam para o telhado; Eu vejo-o sempre encostado, A namorar as estrellas. Tem assim ares d’empyrico […]

A Visita

Hontem dormia à noute – e, eis que desperto Sacudido d’um vento agudo e forte, Como um homem tocado pela […]

O Doente Romantico

Eu sei que morrerei, discreta amante, Antes do inverno vir; mas, lentamente, Quero morrer á tua luz radiante, Como os […]

Idylio d’Aldeia

Não sei que ha que me impelle Para o teu escuro olhar!… É mais branca a tua pelle, Do que […]

Acusação à Cruz

Ha muito, ó lenho triste e consagrado! Desfeita podridão, velho madeiro! Que tens avassalado o mundo inteiro, Como um pendão […]

Miseria Occulta

Bate nos vidros a aurora, Vem depois a noute escura; E o pobre astro que ali móra, Não abandona a […]

Mysticismo Humano

A alma é como a noute escura, immensa e azul, Tem o vago, o sinistro, e os canticos do sul, […]

Soneto D’Um Poeta Morto

Bem sei que hei de morrer cedo e cansado, Alguma cousa triste em mim o diz, E vagarei no mundo […]

Carta ao Mar

Deixa escrever-te, verde mar antigo, Largo Oceano, velho deus limoso, Coração sempre lyrico, choroso, E terno visionario, meu amigo! Das […]

A um Corpo Perfeito

Nenhum corpo mais lacteo e sem defeito Mais roseo, esculptural e femenino, Pode igualar-se ao seu, branco e divino Immovel, […]

O Mundo Velho

Nas crises d’este tempo desgraçado, Quando nos pomos tristes a espalhar Os olhos pela historia do passado… Quem não verá, […]

Na Cabeceira d’um Leito

Quando as tuas mãos inermes Forem em cruz sobre o peito, E que te roam os vermes Ó corpo branco […]

As Cathedraes

Como vos amo ver ó cathedraes sosinhas, A recortar o azul das noutes constelladas! Erguidos corucheus, mysticas andorinhas, – Ó […]

Na Rua

Veijo-a sempre passar séria, constante, – Às vezes, inclinada na janella, – Tranquilla, fria, e pallido o semblante, Como uma […]

Em Viagem

Ia o vapôr singrando velozmente O verde mar antígo e caprixoso, Á rude voz do capitão Contente, – Um rubro […]

A Joven Miss

Ella é tão loura, lyrica, franzina, Tão mimosa, quieta, e virginal, Como uma bella virgem d’um missal Toda dourada, e […]

Carta às Estrellas

Ninguem soletra mais vossos mysterios Grandes letras da Noute! sem cessar… Ó tecidos de luz! rios ethereos, Olhos azues que […]

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