Poesia Portuguesa

Poemas em Português

O que Diz a Morte

Deixai-os vir a mim, os que lidaram; Deixai-os vir a mim, os que padecem; E os que cheios de mágoa […]

Redenção

I Vozes do mar, das árvores, do vento! Quando às vezes, n’um sonho doloroso, Me embala o vosso canto poderoso, […]

Tese e Antítese

I Já não sei o que vale a nova idéia, Quando a vejo nas ruas desgrenhada, Torva no aspecto, à […]

Disputa em Família

I Sai das nuvens, levanta a fronte e escuta O que dizem teus filhos rebelados, Velho Jeová de longa barba […]

Os Captivos

Encostados ás grades da prisão, Olham o céo os palidos captivos. Já com raios obliquos, fugitivos, Despede o sol um […]

Sepultura Romântica

Ali, onde o mar quebra, n’um cachão Rugidor e monótono, e os ventos Erguem pelo areal os seus lamentos, Ali […]

Contemplação

Sonho de olhos abertos, caminhando Não entre as formas já e as aparências, Mas vendo a face imóvel das essências, […]

Metempsicose

Ausentes filhas do prazer: dizei-me! Vossos sonhos quais são, depois da orgia? Acaso nunca a imagem fugidia Do que fostes, […]

O Convertido

Entre os filhos dum século maldito Tomei também lugar na ímpia mesa, Onde, sob o folgar, geme a tristeza Duma […]

Idílio

Quando nós vamos ambos, de mãos dadas, Colher nos vales lírios e boninas, E galgamos dum fôlego as colinas Dos […]

Anima Mea

Estava a Morte ali, em pé, diante, Sim, diante de mim, como serpente Que dormisse na estrada e de repente […]

Luta

Fluxo e refluxo eterno… João de Deus. Dorme a noite encostada nas colinas. Como um sonho de paz e esquecimento […]

À Virgem Santíssima

Cheia de Graça, Mãe de Misericórdia N’um sonho todo feito de incerteza, De nocturna e indizível ansiedade, É que eu […]

Divina Comédia

Erguendo os braços para o céu distante E apostrofando os deuses invisíveis, Os homens clamam: – “Deuses impassíveis, A quem […]

A um Crucifixo

Há mil anos, bom Cristo, ergueste os magros braços E clamaste da cruz: há Deus! e olhaste, ó crente, O […]

Nocturno

Espírito que passas, quando o vento Adormece no mar e surge a Lua, Filho esquivo da noite que flutua, Tu […]

Solemnia Verba

Disse ao meu coração: Olha por quantos Caminhos vãos andámos! Considera Agora, desta altura, fria e austera, Os ermos que […]

Em Viagem

Pelo caminho estreito, aonde a custo Se encontra uma só flor, ou ave, ou fonte, Mas só bruta aridez de […]

Comunhão

Reprimirei meu pranto!… Considera Quantos, minh’alma, antes de nós vagaram, Quantos as mãos incertas levantaram Sob este mesmo céu de […]

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