Poesia Portuguesa

Poemas em Português

Versos para a Patrícia

1. Ilha Tenho a sede das ilhas e esquece-me ser terra Meu amor, aconchega-me meu amor, mareja-me Depois, não me […]

Destino

à ternura pouca me vou acostumando enquanto me adio servente de danos e enganos vou perdendo morada na súbita lentidão […]

Para Ti

Foi para ti que desfolhei a chuva para ti soltei o perfume da terra toquei no nada e para ti […]

O Instante Antes do Beijo

Não quero o primeiro beijo: basta-me O instante antes do beijo. Quero-me corpo ante o abismo, terra no rasgão do […]

Nocturnamente

Nocturnamente te construo para que sejas palavra do meu corpo Peito que em mim respira olhar em que me despojo […]

Beber Toda a Ternura

Não ter morada habitar como um beijo entre os lábios fingir-se ausente e suspirar (o meu corpo não se reconhece […]

Diz o Meu Nome

Diz o meu nome pronuncia-o como se as sílabas te queimassem [os lábios sopra-o com a suavidade de uma confidência […]

Fala de Mãe e Filho

“Meu filho: onde vais que tens do rio o caminhar?” Não espreites a estrada, mãe, que eu nasci onde o […]

Solidão

Aproximo-me da noite o silêncio abre os seus panos escuros e as coisas escorrem por óleo frio e espesso Esta […]

Primeira Palavra

Aproxima o teu coração e inclina o teu sangue para que eu recolha os teus inacessíveis frutos para que prove […]

Amei-te sem Saberes

No avesso das palavras na contrária face da minha solidão eu te amei e acariciei o teu imperceptível crescer como […]

Pergunta-me

Pergunta-me se ainda és o meu fogo se acendes ainda o minuto de cinza se despertas a ave magoada que […]

O Amor, Meu Amor

Nosso amor é impuro como impura é a luz e a água e tudo quanto nasce e vive além do […]

Saudade

Magoa-me a saudade do sobressalto dos corpos ferindo-se de ternura dói-me a distante lembrança do teu vestido caindo aos nossos […]

Identidade

Preciso ser um outro para ser eu mesmo Sou grão de rocha Sou o vento que a desgasta Sou pólen […]

Horário do Fim

morre-se nada quando chega a vez é só um solavanco na estrada por onde já não vamos morre-se tudo quando […]