Poesia Portuguesa

Poemas em Português

Coração Habitado

Aqui estão as mãos. São os mais belos sinais da terra. Os anjos nascem aqui: frescos, matinais, quase de orvalho, […]

O Silêncio

Quando a ternura parece já do seu ofício fatigada, e o sono, a mais incerta barca, inda demora, quando azuis […]

Até Amanhã

Sei agora como nasceu a alegria, como nasce o vento entre barcos de papel, como nasce a água ou o […]

Pequena Elegia Chamada Domingo

O domingo era uma coisa pequena. Uma coisa tão pequena que cabia inteirinha nos teus olhos. Nas tuas mãos estavam […]

Retrato Ardente

Entre os teus lábios é que a loucura acode desce à garganta, invade a água. No teu peito é que […]

Sobre o Caminho

Nada nem o branco fogo do trigo nem as agulhas cravadas na pupila dos pássaros te dirão a palavra Não […]

Outono

O outono vem vindo, chegam melancolias, cavam fundo no corpo, instalam-se nas fendas; às vezes por aí ficam com a […]

O Amor

Estou a amar-te como o frio corta os lábios. A arrancar a raiz ao mais diminuto dos rios. A inundar-te […]

Poema à Mãe

No mais fundo de ti, eu sei que traí, mãe Tudo porque já não sou o retrato adormecido no fundo […]

Coroava-te de Rosas

Se pudesse, coroava-te de rosas neste dia – de rosas brancas e de folhas verdes, tão jovens como tu, minha […]

Contigo

Acordo na manhã de oiro entre o teu rosto e o mar. As mão afagam a luz, prolongam o dia […]

As Frágeis Hastes

Não voltarei à fonte dos teus flancos ao fogo espesso do verão a escorrer infatigável dos espelhos, não voltarei. Não […]

Pequena Elegia de Setembro

Não sei como vieste, mas deve haver um caminho para regressar da morte. Estás sentada no jardim, as mãos no […]

Urgentemente

É urgente o amor É urgente um barco no mar É urgente destruir certas palavras, ódio, solidão e crueldade, alguns […]

Desde a Aurora

Como um sol de polpa escura para levar à boca, eis as mãos: procuram-te desde o chão, entre os veios […]

Quase Nada

O amor é uma ave a tremer nas mãos de uma criança. Serve-se de palavras por ignorar que as manhãs […]

Obscuro Domínio

Amar-te assim desvelado entre barro fresco e ardor. Sorver o rumor das luzes entre os teus lábios fendidos. Deslizar pela […]

Último Poema

É Natal, nunca estive tão só. Nem sequer neva como nos versos do Pessoa ou nos bosques da Nova Inglaterra. […]

Litania

O teu rosto inclinado pelo vento; a feroz brancura dos teus dentes; as mãos, de certo modo, irresponsáveis, e contudo […]

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