Poesia Portuguesa

Poemas em Português



Poema Soneto de Natal

“E o terceiro Anjo derramou a sua taça nos rios
e nas fontes, ficando a água da cor do sangue.”
Apocalipse, 16:4

Não anuncio a paz, mas sim a guerra.
Um. Anjo vingador comigo vem.
Há dois milénios que percorro a Terra
repetindo a mensagem de Belém.

O coração humano endureceu
à força de sentir a Fé perdida.
E o espírito do Bem? Ensurdeceu
no furacão das ambições da vida.

Por isso trago um Anjo vingador
para ferir de morte a semelhança
do lobo disfarçado de cordeiro:

– Que se cuide quem não sentir Amor
pois matará em si essa criança
inocente que um dia foi primeiro.


Poema Soneto de Natal - Cândido Velha