Poesia Portuguesa

Poemas em Português

Vendo-a Sorrir

(A minha filha) Filha, quando sorris, iluminas a casa Dum celeste esplendor. A alegria é na infância o que na […]

Ruínas

I E é triste ver assim ir desfolhando, Vê-las levadas na amplidão do ar, As ilusões que andámos levantando Sobre […]

O Amor

I Eu nunca naveguei, pieguíssimo argonauta Dans les fleuves du tendre, onde há naufrágios bons, Conduzindo Florian na tolda a […]

Adoração

Eu não te tenho amor simplesmente. A paixão Em mim não é amor; filha, é adoração! Nem se fala em […]

Morena

Não negues, confessa Que tens certa pena Que as mais raparigas Te chamem morena. Pois eu não gostava, Parece-me a […]

A Escola Portuguesa

Eis as crianças vermelhas Na sua hedionda prisão: Doirado enxame de abelhas! O mestre-escola é o zangão. Em duros bancos […]

Elegia

A alegria da vida, essa alegria d’oiro A pouco e pouco em mim vai-se extinguindo, vai… Melros alegres de bico […]

O Teu Aniversário

Pediste-me sorrindo, ó minha flor gentil, Uns versos às tuas vinte alvoradas de Abril. Vinte anos já!… não creio, estás […]

Carta a F

És tu quem me conduz, és tu quem me alumia, Para mim não desponta a aurora, não é dia, Se […]

Génios

………………………………. ………………………………. E disse-me: Poeta, ao longe no horizonte Não vês quase a lamber a abóbada do céu Brilhante e […]

O Primeiro Filho

(Carta ao amigo Bernardo Pindela) Entre tanta miséria e tantas coisas vis Deste vil grão de areia, Ainda tenho o […]

Evolução

Arde o corpo do sol, brotam feixes de luz: O que é a luz? Sol que morreu. Dardeja a luz, […]

Minha Mãe, Minha Mãe!

Minha mãe, minha mãe! ai que saudade imensa, Do tempo em que ajoelhava, orando, ao pé de ti. Caía mansa […]

Canção de Batalha

Que durmam, muito embora, os pálidos amantes, Que andaram contemplando a Lua branca e fria… Levantai-vos, heróis, e despertai, gigantes! […]

A Minha Filha

(Vendo-a dormir) Que alma intacta e delicada! Que argila pura e mimosa! É a estrela d’alvorada Dentro dum botão de […]

Regresso ao Lar

Ai, há quantos anos que eu parti chorando deste meu saudoso, carinhoso lar!… Foi há vinte?… Há trinta?… Nem eu […]